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12/06/2026
No ano de seu centenário, a UFV tem reunido a sua comunidade para repensar o passado, analisar o presente e projetar o futuro. Para isso, a instituição tem promovido o workshop “UFV em Três Tempos”. Esta semana, foi a vez de refletir sobre os desafios e oportunidades que projetam a ciência realizada na UFV para o próximo século.
O evento, promovido pela Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, foi realizado na manhã de sexta-feira (12), no Salão Nobre do Edifício Arthur Bernardes. Os organizadores convidaram renomados pesquisadores de diversas áreas para apresentarem seus trabalhos na fronteira do conhecimento. O objetivo foi construir um panorama das contribuições que farão a universidade ser cada vez mais relevante no cenário científico.
Na abertura, o reitor Demetrius David da Silva lembrou ao público alguns índices recentes que revelam a importância da instituição no cenário brasileiro. A UFV está entre as instituições públicas e privadas que mais produzem patentes no Brasil, saltando do 21º para o 8º lugar no Ranking de Depositantes 2025, realizado anualmente pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Além disso, a grande maioria dos cursos de licenciatura oferecidos pela universidade — essenciais para a formação de professores no Brasil — acabou de obter grande destaque nos resultados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). O reitor também destacou a alta procura pela instituição: enquanto algumas universidades registram baixo interesse de candidatos ao ensino público superior, a UFV tem 98% de suas vagas ocupadas. Na pós-graduação, muitos pesquisadores figuram entre os melhores do mundo em suas áreas.“O comprometimento do corpo social da UFV sempre fez a diferença para a nossa instituição, bem como a indissociabilidade entre ensino, pesquisa, extensão e inovação”, afirmou o reitor.
O ex-reitor, Luiz Cláudio Costa, convidado especial do evento, também destacou o sentido de pertencimento dos alunos que passaram pela instituição, a importância da universidade para a sociedade e o trabalho de inclusão social realizado pela UFV.
Para a professora Josefina Bressan, coordenadora do workshop, o presente desafia a universidade a inovar, a produzir conhecimento cada vez mais relevante e a responder às demandas contemporâneas. “Ao longo de sua trajetória, a UFV soube preservar seus valores fundamentais e, ao mesmo tempo, renovar-se continuamente. Essa capacidade de unir tradição e inovação é o que explica sua relevância e contribuição permanente para o desenvolvimento científico, tecnológico e social do país”, avaliou.
Entre os convidados para o workshop, a conclusão foi unânime: as mudanças climáticas atravessam todas as perspectivas de pesquisa e devem estar presentes de forma transdisciplinar. O futuro também exigirá cada vez mais compromisso com inovações que acelerem soluções para os problemas da sociedade. Neste sentido, o professor Marcos Heil, do Departamento de Engenharia Agrícola, mostrou dados que revelam o panorama irrefutável das consequências do aquecimento global acelerado para a segurança alimentar, saúde pública, economia e conflitos geopolíticos envolvendo o clima. Ele também alertou para o papel das universidades em buscar soluções inovadoras e promover a conscientização sobre o problema.

Esse cenário já é a realidade do trabalho de pesquisadores voltados para a agricultura, como os professores Elizabeth Fontes e Adriano Nesi. Eles apresentaram exemplos de pesquisas que geraram um profundo conhecimento sobre a fisiologia de plantas de grande interesse comercial para o país.
Graças a esses estudos, vários cientistas da UFV estão trabalhando com biotecnologias capazes de promover a imunidade de plantas a estresses agravados pelas mudanças climáticas, como a escassez hídrica e a presença de pragas. Essas ferramentas biotecnológicas, aceleradas pela Inteligência Artificial, serão cada vez mais capazes de produzir plantas melhoradas geneticamente e mais resilientes, protegendo a produtividade e a sustentabilidade ambiental.
O futuro também aponta para a urgência da inovação, conforme afirmou a superintendente de pesquisa e tecnologia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Ana Carolina Lima Ferreira. Ela lembrou que a UFV está entre as universidades que mais investem e geram conhecimento com potencial de se transformar em produtos, processos e negócios. Ana Carolina ressaltou que a instituição está presente em todos os editais de financiamento de tecnologias inovadoras e elogiou o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo tecnoPARQ e pelo Núcleo de Inovação Tecnológica da universidade.
Os desafios do processo de transferência de tecnologia também foram debatidos no evento em palestra apresentada pela coordenadora do tecnoPARQ, Jucélia Maia Roberto.
O Workshop "UFV em Três Tempos" foi transmitido para os demais campi e a gravação completa pode ser conferida no canal oficial da UFV no YouTube.
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