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Professoras obtêm patente de tecnologia que recupera importante proteína do leite

01/10/2020

A professora Rita Superbi desenvolveu a tecnologia no Laboratório de Operações e Processos, do DTA

Uma tecnologia que permite recuperar uma importante proteína do soro do leite, capaz de reduzir desordens estomacais, secreção gástrica e inibir placas bacterianas e de cáries dentárias. Essa é uma das mais novas patentes da UFV, aprovada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Desenvolvida pelas professoras Rita de Cássia Superbi de Sousa e Jane Sélia dos Reis Coimbra, dos programas de pós-graduação em Engenharia Química (PPGENQ) e em Ciência e Tecnologia de Alimentos (PPGCTA), respectivamente, a patente é intitulada Processo de separação do glicomacropeptídeo do soro de leite por adsorção em hidroxiapatita. Ela foi gerada a partir do projeto de doutorado de Rita Superbi, no PPGCTA, sob orientação de Jane Coimbra.

O invento viabiliza, por meio da utilização da resina hidroxiapatita como adsorvente, que a indústria de laticínios recupere o glicomacropeptídeo, conhecido como GMP e presente no soro leite. De acordo com as professoras da UFV, atualmente, um grande volume de soro de leite é descartado por indústrias de laticínios. No entanto, esse soro é rico em proteínas de altos valores nutricional, funcional e tecnológico. Dentre elas está o GMP, que é usado na regulação do apetite, tratamento de cáries, alimentação para pacientes fenilcetonúricos (doença relacionada a uma alteração genética rara), entre outras aplicações. Por isso, é importante o desenvolvimento de um processo como o invento das pesquisadoras da UFV, que permita recuperar essa proteína.

Além de recuperar os benefícios do GMP, a tecnologia desenvolvida na UFV pode contribuir ainda com o meio ambiente. Como afirmam Rita de Cássia Superbi e Jane Coimbra, o soro do leite também é altamente poluente quando descartado incorretamente. As tecnologias existentes no mercado apresentam um alto custo e utilizam resinas de troca iônica como adsorventes, que não são biodegradáveis. Já hidroxiapatita pode ser empregada como adsorvente de baixo custo e não tóxico para separação e purificação destas biomoléculas.

A invenção teve seu pedido depositado em outubro de 2013 e obteve o direito sobre o título no dia 7 de abril deste ano pelo INPI. O registro de posse da UFV é válido até 2033. Após esse prazo, será de domínio público. Como a tecnologia está parcialmente desenvolvida, as professoras buscam agora parcerias para a construção de um protótipo destinado às indústrias de laticínios.

Sabrina Areias – campus Viçosa