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05/08/2026
Pesquisadores da UFV deram um passo a mais na criação de uma rede global de monitoramento de clima para avaliar o progresso de degelo nas partes mais sensíveis às mudanças climáticas no planeta. Desta vez, eles estão na Península de Kamchatka, uma região no extremo leste da Rússia, famosa por seus mais de 300 vulcões (29 ativos), paisagens selvagens e invernos com nevascas extremas. Com isso, eles estão criando a maior rede de monitoramento de permafrost (solos congelados) do mundo, que já abrange pontos mais altos do Ártico, Antártica e Cordilheira dos Andes.

A expedição, que começou no dia 22 de julho, prosseguirá até 7 de agosto, envolvendo os professores Márcio Francelino, Carlos Ernesto Schaefer e o doutorando Alex Pinheiro, em conjunto com o pesquisador do Instituto Ártico e Antártico Russo Ivan Alekseev. Ela visa estender a rede de monitoramento pedoclimatica e do permafrost do Ártico para uma das regiões subpolares mais preservadas do planeta. Os equipamentos estão sendo instalados no cume de um antigo vulcão a 1.150m de altitude, na região de Klyuchi.
Segundo os pesquisadores, o objetivo é instalar sensores de temperatura para medir continuamente a temperatura e umidade do solo congelado (permafrost) e, assim, coletar dados críticos sobre os impactos do aquecimento global. Assim, os pesquisadores podem monitorar e compreender o comportamento térmico do solo e melhorar as previsões sobre como o derretimento dessas camadas polares pode liberar gases de efeito estufa na atmosfera.
Em mais de 20 anos de expedições, eles já instalaram mais de 30 sítios de monitoramento da Antártica - por meio do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) - e oito na Cordilheira dos Andes, que ajudam a medir o rápido degelo em altas montanhas e seus impactos no ecossistema sul-americano. Os dados gerados por esses sensores polares alimentam modelos preditivos utilizados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) para traçar os cenários futuros do planeta.

Além da instalação dos sensores, os pesquisadores também coletaram perfis de solos, classificados como Andossolo, de influência vulcânica regional, que irão compor a pesquisa de doutorado de Alex Pinheiro, no Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solos e Nutrição de Plantas da UFV.
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