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Professores atuam em missão técnica em país da África para prevenção e manejo sustentável de doenças em mangueiras

20/02/2026

Os professores Fabrício Ávila Rodrigues e Franklin Jackson Machado, do Departamento de Fitopatologia (DFP), participaram da segunda missão técnica, realizada entre os meses de janeiro e fevereiro, na cidade de Ouagadougou, localizada no país africano Burkina Faso. A primeira havia acontecido em 2022. Ambas estão relacionadas ao projeto Manejo Agroecológico e Participativo da Seca-da-Mangueira no Burkina Faso: Tecnologias de Prevenção da Doença e Recuperação de Árvores Infectadas, a ser executado por meio de uma parceria entre a UFV e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) - vinculada ao Ministério das Relações Exteriores - com o Instituto do Meio Ambiente e Pesquisa Agrícola (Inera).

O objetivo desta missão, que teve a participação da gestora de projetos da ABC, Melissa Popoff Scheidemantel, foi implementar as atividades de cooperação no sentido de fortalecer o manejo sustentável da doença seca-da-mangueira, considerada uma das principais ameaças à produção de manga no país. Vale destacar que essa frutífera é de grande importância para a economia e a segurança alimentar no Burkina Faso, gerando renda para milhares de agricultores familiares. A ocorrência de doenças tem causado perdas significativas na produção e reduzido, a cada ano, o número de mangueiras nas principais propriedades familiares produtoras dessa frutífera.

Em Ouagadougou, os professores da UFV ministraram um curso teórico, que, dentre outros temas, abordou a biologia dos principais patógenos causadores de doenças na cultura da manga, o manejo integrado das principais doenças que afetam a mangueira e práticas agronômicas adotadas para o cultivo da mangueira, visando à alta produtividade. Participaram desse curso produtores de manga da região de Bobo-Dioulasso, extensionistas e pesquisadores das áreas de entomologia agrícola e de fitopatologia do Inera, além de representantes da associação dos produtores de manga do Burkina Faso (Apromab).

Durante o período da missão, também foi realizada a primeira reunião do Comitê Gestor do projeto, responsável por acompanhar e orientar a implementação das atividades em Ouagadougou, com os representantes do Inera e da Apromab.

 

Sobre o projeto

As atividades do projeto, que envolve o Departamento de Fitopatologia da UFV e tem o apoio da Diretoria de Relações Internacionais da UFV, começaram em 2019, com a participação do professor, atualmente aposentado, Acelino Couto Alfenas. Elas ficaram paralisadas por um período, sendo reiniciadas em 2022, quando os professores Fabrício e Franklin foram convidados a dar continuidade ao projeto. Naquele ano, eles realizaram sua primeira missão em Burkina Faso para conhecer o problema e discutir as demandas com pesquisadores e produtores de manga. Com a informação coletada, elaboraram um novo projeto de pesquisa, aprovado por intermédio da ABC.

Na avaliação do professor Fabrício, a participação dos docentes do DFP é de extrema importância para o sucesso do projeto. Isso porque eles detêm o conhecimento científico sobre o problema que os produtores de manga enfrentam no momento, que é a ocorrência de uma doença que mata as árvores produtivas, causando enormes prejuízos econômicos para os produtores familiares que têm a manga como cultura importante para exportação. Além disso, o projeto traz visibilidade para o Departamento de Fitopatologia e para a Universidade Federal de Viçosa, e mostra a contribuição positiva do Brasil para resolver um problema em um país carente de informação científica. “Participar dessa missão é, sem sombra de dúvidas, engrandecedor, pois nos dá a oportunidade de contribuir cientificamente”, afirma.

A próxima atividade do projeto, segundo o professor, é a vinda de pesquisadores do Inera e de produtores de manga de Burkina Faso para o Brasil, onde visitarão fazendas na região do Vale do São Francisco. Nessa visita, eles terão a oportunidade de ver como ocorre a produção de manga visando à exportação. O objetivo é que, ao retornarem para Burkina Faso, coloquem em prática o conhecimento obtido e também o difundam para outros produtores.

A informação sobre a missão em Ouagadougou também foi publicada na página da Agência Brasileira de Cooperação.