Institucional
Campus Viçosa
20/01/2021
As mudas estão sendo produzidas desde meados de 2020 (foto: Codevasf)
A UFV está participando de um projeto de revitalização socioeconômica do Semiárido brasileiro. A iniciativa, resultado de uma parceria entre o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), é realizada no âmbito do Projeto Dom Helder Câmara, que pretende contribuir com a redução da pobreza rural e das desigualdades locais. Para isso, o projeto conta com a competência da Universidade na área de micropropagação de mudas de palma forrageira resistente à Cochonilha do Carmim. Tal planta é adaptada às condições climáticas do Semiárido e é parte da alimentação dos rebanhos da região, mas sua produção é limitada pela infestação do inseto. A UFV, contratada como executora da iniciativa, está contribuindo para que agricultores familiares tenham disponibilidade de alimento para os animais e reduzam as perdas nas criações principalmente no período de estiagem.
A micropropagação é uma técnica de produção de mudas realizada em laboratório – in vitro. Por meio dela, a partir da seleção de plantas sadias, é possível gerar clones. O processo possibilita a obtenção de resultados uniformes e em larga escala, com economia de tempo e espaço, atendendo à demanda de material para plantio no campo.
Na Universidade, a micropropagação está acontecendo no Laboratório de Cultura de Tecidos do Instituto de Biotecnologia Aplicada à Agropecuária (Bioagro) e as mudas seguem para um viveiro de aclimatização. Entre as variedades existentes de palma forrageira resistente à Cochonilha do Carmim, a equipe da UFV está trabalhando com a Opuntia stricta, comumente chamada de Orelha de Elefante. De acordo com a coordenadora institucional das atividades, a professora do Departamento de Engenharia Civil Maria Lúcia Calijuri, a espécie reúne características de tolerância ao inseto, excelente desenvolvimento in vitro e boa resposta aos parâmetros edafoclimáticos e fisiográficos (referentes ao clima, relevo e ao solo) do Semiárido, além da produção de maior biomassa.
As mudas estão sendo produzidas desde meados de 2020. A tramitação do projeto Propaga Palma, por meio de um contrato tripartite, foi iniciada em outubro de 2019; seu plano de trabalho foi assinado em maio de 2020 e o primeiro aporte financeiro aconteceu em julho do mesmo ano. “Previamente à obtenção do recurso, antecipamos a busca de material propagativo, o que nos permitiu estar no estágio atual”, Maria Lúcia conta.
Para garantir o sucesso do projeto, a Universidade também contará com viveiros de aclimatação no Semiárido. O primeiro foi implantado no município de Água Branca (AL), estrategicamente próximo às divisas de Alagoas com Bahia, Sergipe e Pernambuco, e já recebeu 15 mil mudas em dezembro de 2020. Ainda serão distribuídos kits de irrigação e oferecidas capacitações para os agricultores participantes da iniciativa, além do monitoramento de todo o cultivo da palma forrageira nas propriedades beneficiadas.
No total, o projeto prevê a distribuição de cinco milhões de mudas para mais de 600 produtores rurais de baixa renda de 205 municípios atendidos pelo Projeto Dom Helder Câmara, que é executado pelo Mapa a partir de um acordo de empréstimo firmado entre o governo brasileiro e o Fida. Os investimentos são de cerca de R$ 11,9 milhões e a previsão de conclusão da iniciativa é de três anos, a partir da assinatura do contrato. Mas a ideia é que os produtores participantes do Propaga Palma deem continuidade à multiplicação e distribuição de mudas para outras famílias de agricultores.
Para Maria Lúcia, que esteve na inauguração do primeiro viveiro de aclimatação no Semiárido, é gratificante ver que as realizações da ciência estão chegando ao meio rural. Ela avalia o projeto positivamente e afirma que o grupo da Universidade está empenhado em ganhar velocidade na escala de produção. “Tenho certeza de que o Propaga Palma será um sucesso”.
Trabalho em equipe
O trabalho envolve uma equipe multidisciplinar de 16 pesquisadores da UFV, entre professores, bolsistas de pós-graduação e estagiários. Além da coordenação institucional de Maria Lúcia, o projeto tem a coordenação técnica do professor do Departamento de Biologia Vegetal Wagner Campos Otoni, que também está à frente do Laboratório de Cultura de Tecidos do Bioagro. “Constituir uma boa equipe nos permite alçar voos mais altos”, Maria Lúcia destaca.
Além do Fida, Mapa e Codevasf, a coordenadora institucional ressalta o apoio do Instituto de Políticas Públicas e Desenvolvimento Sustentável da Universidade e de outros parceiros: “para o start do processo de micropropagação recebemos frascos de cultura in vitro da Embrapa Semiárido e cladódios (raquetes da planta) de parceiros como o Instituto Nacional do Semiárido”. Conforme Maria Lúcia, ainda estão em vista parcerias com prefeituras, institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia e com serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural.
Divulgação Institucional
O primeiro viveiro de aclimatação foi implantado em Água Branca (AL)
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