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Áreas verdes: impactos positivos no dia a dia da população e preservação do meio ambiente

02/06/2020

Na UFV, espaços entre edificações e estruturas urbanas são priorizados e ocupados com áreas verdes

A UFV é conhecida como uma das universidades mais bonitas do país e suas vias arborizadas, jardins e gramados muito bem cuidados, que inspiram atividades acadêmicas e momentos de lazer e de exercícios físicos, são os principais responsáveis por isto. Mas, além do apelo visual, as áreas verdes contribuem com o bem-estar da população e são fundamentais para a preservação do meio ambiente. As matas que circundam a instituição, por exemplo, guardam espécies vegetais e animais, nascentes e cursos de água. Todos estes espaços, é claro, demandam cuidados de gerenciamento, manutenção e controle de uma grande equipe de servidores e funcionários terceirizados.

De acordo com os dados da Diretoria de Manutenção de Estruturas Urbanas e Meio Ambiente (DMU), que é vinculada à Pró-Reitoria de Administração (PAD), o campus de Viçosa tem aproximadamente 35 ha de jardins e gramados e 746 ha de vegetação nativa ou regenerada. Já o campus de Florestal tem 430 ha de vegetação nativa mais 297 ha de área de preservação permanente. E em Rio Paranaíba, 29,7 ha de áreas de cerrado preservado, em regeneração e de preservação permanente são da UFV. Para facilitar a assimilação destes números, é possível dizer que as áreas verdes do campus de Viçosa correspondem a mais ou menos 723 campos de futebol. Em Florestal, seriam 673 e, em Rio Paranaíba, 27 campos de futebol.

Todos estes espaços geram impactos positivos. Entre as contribuições da arborização urbana estão a diminuição da poluição sonora, melhoria da qualidade do ar e atenuação microclimática, como comenta o diretor da DMU, Ulisses Comini. Mas para garantir os melhores resultados estéticos, psicossociais, ambientais, econômicos e até políticos, a professora do Departamento de Engenharia Florestal (DEF) Angeline Martini diz que é essencial planejar, considerando a atuação de profissionais capacitados. Neste sentido, a Universidade mantém uma comissão para tratar especificamente do paisagismo, integrada por diferentes especialistas. “Alguns dos cuidados básicos que precisamos ter é conhecer a espécie que iremos plantar e suas características, como a altura que atingirá quando adulta, tamanho da copa, tempo que levará para crescer, tamanho das flores e frutos, hábitos da copa – se cai folha ou não –, dentre várias outras. Essas características devem, ainda, ser associadas ao espaço físico existente”, explica. Aos impactos positivos citados por Ulisses, ela acrescenta a manutenção da qualidade e proteção do solo, da qualidade da água e da diversidade biológica e genética; o sequestro de carbono da atmosfera e a redução da radiação solar.

Na UFV-Viçosa, mais de 3.400 árvores compõem a arborização do campus e a variedade e disposição das mesmas são influenciadas por questões históricas. Como curiosidade, Angeline conta que a espécie mais numerosa é a oiti – que está em toda a Avenida Purdue e em estacionamentos – e, entre as facilmente reconhecidas, está a magnólia-amarela – que ocupa a reta principal, das Quatro Pilastras até as moradias estudantis (foto em destaque). Uma especificidade dos três campi, lembra a professora, é o plantio de árvores de turmas de formandos.

Já as matas, que correspondem a 44% do campus de Viçosa e 48% da UFV-Florestal, também contribuem significativamente para a preservação dos animais silvestres. Ulisses até menciona algumas espécies que passaram a ser vistas na instituição neste período de diminuição de circulação de pessoas. Um vídeo de um lobo-guará adulto andando pelo campus de Viçosa foi muito compartilhado recentemente e o professor do DEF Fabiano de Melo assegura que é legítimo. Segundo o professor, este é um exemplo de espécie que aproveita as áreas verdes da Universidade para se alimentar e reproduzir. Na sua opinião, “definitivamente, as matas são fundamentais para manter a diversidade”.

Fabiano, que coordena o Centro de Conservação dos Saguis-da-serra, destaca que as matas servem a muitos estudos. Os primatas, assim como aves, anfíbios e répteis encontrados nelas, conforme disse, são bem conhecidos pelos pesquisadores. Para o público em geral, ele ressalta a importância de não alimentar ou interferir nos hábitos dos animais silvestres, além de avisar vigilantes ou bombeiros caso encontre algum debilitado.

Além da DMU e da comissão sobre paisagismo, o gerenciamento, manutenção e controle das áreas verdes da instituição envolvem vários setores e iniciativas, como o Programa Carbono Zero. Nesta época do ano, por exemplo, Ulisses conta que a Gerência de Projetos e Contratação de Obras coordena o trabalho de conservação de cerca de 180 km de aceiros nos entornos das áreas de floresta e divisas do campus de Viçosa, para prevenir queimadas. Para dar uma ideia sobre a quantidade de pessoas envolvidas em ações do tipo, apenas na DMU, 20 servidores e 30 funcionários terceirizados são responsáveis pela arborização, jardins e gramados. E eles demonstram apreço e orgulho pela atuação, afirma Ulisses: “principalmente em períodos de dificuldade, como este que vivemos, vários servidores se desdobram para manter a manutenção das áreas verdes com qualidade”.

Florestal e Rio Paranaíba

Um dos diferenciais da UFV-Florestal é sua área de preservação permanente em plena região metropolitana da capital de Minas Gerais. Há alguns anos, o campus passou por um processo de licenciamento ambiental, que incluiu o georreferenciamento e o mapeamento de todas as suas áreas verdes, além do cadastro e regularização de sistemas de captação de água locais, o que contribuiu para a manutenção destes espaços. Somado a isto, o coordenador do setor de Hidráulica, Emerson dos Santos, conta que a instituição mantém trabalhos de recuperação de áreas degradadas pelo crescimento desordenado dos bairros localizados ao redor do campus e de nascentes existentes no mesmo, o que envolve a recomposição de mata ciliar (primeira foto abaixo), entre outras atuações.

Já o projeto Rio Paranaíba Mais Verde é um dos destaques do terceiro campus da Universidade. Iniciado em 2018, por meio de uma parceria entre a UFV e a prefeitura municipal de Rio Paranaíba, a iniciativa desenvolve ações planejadas de criação de áreas verdes em espaços públicos de toda a cidade (última foto abaixo). De acordo com um dos coordenadores do projeto, o professor do Instituto de Ciências Agrárias Alberto Carvalho Filho, entre essas ações estão criar áreas de lazer, aumentar a permeabilidade do solo urbano e melhorar o microclima de pontos específicos da cidade. Para isso, trabalham juntos professores, técnicos, estudantes, integrantes da comunidade de Rio Paranaíba e empresas privadas. “Sem a menor dúvida, o visual da cidade já apresenta muita diferença, com muitos ipês, jacarandás, aroeiras salsa e outras lindas espécies plantadas nestes anos. E estará mais lindo ainda quando as árvores estiverem frondosas e totalmente floridas”.

Vale registrar que as áreas verdes da UFV são muito estudadas por diversas áreas do conhecimento. Dissertações e teses sobre elas podem ser encontradas no Repositório Institucional Locus.

Divulgação Institucional – campus Viçosa

Recomposição de mata ciliar na UFV-Florestal

Atividade do projeto Rio Paranaíba Mais Verde