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12/02/2020
João fez graduação e mestrado na UFV na década de 1980 – Foto: Divulgação Fiocruz
O pesquisador João Aprígio Guerra de Almeida, ex-aluno de Engenharia de Alimentos e do mestrado em Microbiologia Agrícola da UFV, recebeu, esta semana, a notificação de que é o ganhador do Prêmio Dr. Lee Jong-Wook de Saúde Pública. Trata-se de um dos mais importantes do mundo na área, concedido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), vinculada à ONU. O pesquisador receberá a premiação em maio, durante a Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra (Suíça).
João Aprígio é coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH) e do Programa Ibero-americano de Bancos de Leite Humano, cujo trabalho tem contribuído significativamente para a redução da mortalidade infantil. No Brasil, são 224 bancos de leite humano e 212 Postos de Coleta, que integram a rede ibero-americano, da qual fazem parte outros 11 países.
Os Bancos de Leite Humano têm, entre seus objetivos, a promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Eles desenvolvem um trabalho para auxiliar as mães no período da amamentação, com profissionais qualificados que também orientam sobre a saúde da criança. Somente em 2019, foram mais de um 1,5 milhão de recém-nascidos atendidos, com cerca de 150 mil litros de leite humano pasteurizado com qualidade certificada.
A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano foi criada em 1998 por iniciativa conjunta do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Instituto Fernandes Figueira, tendo à frente João Aprígio. O projeto desenvolvido por funcionários públicos é hoje referência em 32 países, e tem no Brasil o maior complexo de banco de leite humano do mundo.
O ganhador do Prêmio Dr. Lee Jong-Wook de Saúde Pública se diz “feliz e honrado com o reconhecimento do trabalho que a Rede de Bancos de Leite Humano vem realizando no mundo”. Contudo, ressalta que este trabalho não é individual, mas envolve muitas pessoas. Por essa razão, considera que o prêmio seja uma conquista do Sistema Único de Saúde brasileiro e de todos que ali atuam para a construção e manutenção da rede; das redes brasileira e internacional de cooperação; do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz, “uma casa de realização de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico, que muito me honra estar nela e poder concretizar sonhos”.
Na lista de agradecimentos, João Aprígio diz que não pode faltar a UFV. “Nesta história, não posso deixar de lembrar da saudosa e querida UFV, onde foram construídas as bases que deram suporte a todo este trabalho. Não posso não lembrar da Universidade neste momento e não me se sentir agradecido por ela ter sido, há 35 anos, a incubadora desse processo”.
Divulgação Institucional – campus Viçosa
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