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Professor da UFV assume liderança de Programa de pesquisa internacional sobre solos congelados da Antártica

27/10/2026

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O professor Carlos Schaefer (na foto), orientador do Programa de Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas da UFV, acaba de ser nomeado como copresidente do Programa de Pesquisa em Permafrost, Solos e Ambientes Periglaciais da Antártica. O Programa integra a Associação Internacional de Permafrost (IPA, na sigla em inglês) - principal organização global voltada exclusivamente para o estudo científico e de engenharia relacionado ao permafrost e aos solos sazonalmente congelados - e o Comitê Científico sobre Pesquisa Antártica (SCAR, na sigla em inglês), do Conselho Internacional de Ciência (ISC) encarregado de iniciar, desenvolver e coordenar pesquisas científicas internacionais de alta qualidade na região Antártica e no Oceano Antártico. 

A indicação e posse ocorreram durante o Workshop Internacional do Programa ANTPAS (Permafrost, Solos e Ambientes Periglaciais da Antártica), realizado em Varese, na Itália, no início deste mês. O evento reuniu jovens cientistas de todo o mundo para discutir estratégias para aumentar a visibilidade da temática do permafrost, de grande relevância no cenário de mudanças climáticas atuais.

Segundo o professor Schaefer, o Brasil mostrou ser o país com a maior produção científica e liderança no tema nos últimos 15 anos, revelando a  força  internacional do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) e do Núcleo Terrantar do Instituto Nacional  de Ciência e Tecnologia da Criosfera, sediado há 25 anos na UFV.

 

Solos gelados

Como referência global em estudos do Permafrost, pesquisadores da UFV têm instalado sítios de monitoramento do clima no Ártico, Antártica e Cordilheira dos Andes formando a maior rede de monitoramento de temperatura e umidade do permafrost em locais estratégicos. O objetivo é avaliar o derretimento dos solos gelados (permafrost) que, de acordo com pesquisadores, armazenam o maior estoque de carbono orgânico global. Com o derretimento, além de um grande volume de gases causadores do efeito estufa, há também a potencial liberação de microrganismos causadores de doenças, ou elementos contaminantes, de consequências imprevisíveis.