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22/07/2026
Romildo Saldatti (foto abaixo) é produtor rural em Astolfo Dutra, Minas Gerais. Com os anos de produção, viu o açude secar, as nascentes diminuírem e as erosões tomarem conta das pastagens. Agrônomo de formação, ele já está recuperando o solo degradado, mas continua preocupado com a autonomia de sua propriedade. Por isso, era um dos participantes mais atentos do curso de Agricultura Regenerativa, oferecido pela primeira vez na Semana do Fazendeiro na tarde desta quarta-feira (22).

O curso reuniu especialistas da Epamig, Faemg, Senar e IMA para compartilhar experiências sobre o tema e alertar os produtores para a importância da certificação na hora de comercializar melhor seus produtos agrícolas.
As 70 vagas foram totalmente preenchidas por participantes interessados em conhecer esse conceito. Alguns deles, como Miller Machado, de Belo Horizonte, e Mário Falcão, de Cachoeira de Macacu (RJ), nunca tinham ouvido falar sobre agricultura regenerativa. No entanto, o tema também é novidade para agrônomos experientes, como Daniela Saraiva, e para o estudante de Engenharia Florestal Davi Amaral.

No curso, eles aprenderam que a agricultura regenerativa é um sistema de produção com práticas que aumentam a resiliência e a adaptação das culturas às mudanças climáticas, promovendo a saúde do solo, os estoques de carbono, a conservação da água e a biodiversidade. Tudo isso, segundo os técnicos, assegura a sustentabilidade ambiental e financeira das propriedades rurais.
“A ideia é recuperar o ambiente reduzindo a dependência de insumos para obter mais respostas. Um solo vivo, com a biota ativa e plantas saudáveis, resiste melhor a pragas e adversidades climáticas”, explicou Paula Batista Braga. Ela também mostrou resultados promissores do manejo que vem sendo feito com cafeicultores na região de Araxá, no Cerrado Mineiro.
Segundo o coordenador de educação sanitária do IMA, Cleiton Barbosa, o estado de Minas Gerais já estabeleceu um selo para produtores que se adequam aos critérios da agricultura regenerativa. “Não é obrigatório ter o selo para a comercialização de produtos, mas o mercado está cada vez mais exigente e é bom que os agricultores se preparem para a obtenção dele”, ressaltou.
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