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Professor da UFV participa de curso de mediação comunitária para lideranças indígenas no Pará

06/07/2026

A UFV vem participando da formação de lideranças indígenas no Pará. O professor Leonardo Barros, do Departamento de Ciências Sociais (DCS), faz parte da equipe que ministrou o Curso de Formação em Mediação Comunitária Indígena, promovido pelo Poder Judiciário do Pará para lideranças dos povos Borari, Munduruku, Tapajó, Tupinambá, Tapuia e Kumaruara.

O último curso foi concluído no dia 26 de junho na Escola da Floresta, em Alter do Chão, reunindo representantes de comunidades do Baixo Tapajós para uma jornada de aprendizado, troca de experiências e construção coletiva de soluções para os conflitos comunitários. Anteriormente, em agosto de 2025 e março de 2026, foram realizadas as mesmas formações junto aos povos Asuriní, da Terra Indígena Trocará, e Tembé, da Terra Indígena Alto Guamá, em um ciclo inicial de experiências em torno do tema.

 

Experiência com povos originários

O professor Leonardo trabalha com pesquisas na interface entre a Ciência Política, políticas públicas e os direitos dos povos originários. Antes de ingressar na UFV, atuou na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o que, segundo ele, permitiu conhecer de perto a complexidade da gestão pública em territórios indígenas e os desafios diários enfrentados pelas comunidades na garantia de seus direitos. Ele também é fundador e coordenador do Grupo de Pesquisa Política e Povos Indígenas nas Américas (Popiam). O grupo estuda comparativamente as políticas indígenas — ações e mobilizações feitas pelos próprios povos e suas organizações — e as políticas indigenistas — ações e aparatos do Estado direcionados a essas populações no continente americano.

O professor Leonardo Barros, segundo à esquerda, é especialista em pesquisas com povos indígenas

Segundo o professor, a coordenação do trabalho realizado no Pará tem por objetivo a construção de um ambiente de confiança e pertencimento a partir da identidade individual e dos valores que orientam os povos indígenas do Baixo Tapajós, estabelecendo acordos para que todos se sintam confortáveis em discutir coletivamente as questões de forma respeitosa, colaborativa e alinhada às realidades dos territórios. Ao longo da capacitação, saberes tradicionais e técnicas de mediação dialogam em um ambiente de respeito à autonomia, à cultura e às formas próprias de organização dos povos.

De acordo com os organizadores das capacitações, a expectativa é que os participantes atuem como multiplicadores em suas comunidades, ampliando o alcance dos conhecimentos adquiridos e fortalecendo ainda mais a autonomia e o protagonismo indígena na construção de soluções para os desafios vividos em seus territórios.