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Campus Viçosa

Pesquisa avalia mais de 20 anos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte

16/03/2026

Foi lançado, nos dias 5 e 6 de março, em Belém (PA), o livro Políticas públicas e desenvolvimento da região Norte: a atuação do Banco da Amazônia. A obra resulta de um estudo conduzido pelo Instituto de Políticas Públicas e Desenvolvimento Sustentável (IPPDS) da UFV. O lançamento ocorreu no Centro Cultural Banco da Amazônia, durante evento institucional que reuniu autoridades e representantes do setor produtivo da região Norte do Brasil para a apresentação dos resultados da pesquisa.

No encontro, o professor da UFV Marcelo José Braga, coordenador do projeto e editor da obra, apresentou dados, metodologias e conclusões do estudo, que analisa o desempenho do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) - uma das principais políticas públicas de crédito regional mantidas pelo governo federal. Entre os autores da obra, estão professores dos departamentos de Economia, Economia Rural e Administração da Universidade.

Os resultados do trabalho apontam que o crédito direcionado às atividades produtivas sustentáveis tem contribuído para reduzir a pressão sobre a floresta, ao estimular práticas mais eficientes de produção. "A obra oferece uma visão ampla do FNO como política pública de desenvolvimento regional que, nos últimos anos, se consolidou como um ativo central para dinamizar cadeias produtivas, gerar emprego e renda e reduzir desigualdades territoriais”, disse ele. 

 Professor Marcelo Braga com Luiz Lessa, presidente do Banco da Amazônia (Foto: Nailana Thiely)

Financiado pelo Banco da Amazônia, o livro analisa indicadores econômicos, sociais e ambientais associados à aplicação do fundo ao longo de mais de 20 anos. O conteúdo está organizado em cinco capítulos e apresenta, ao final, recomendações e lições aprendidas.

A análise integra dimensões de eficiência, eficácia e efetividade, além de diferentes tipos de retorno — financeiros, sociais e econômicos. “Os dados indicam efeitos relevantes do fundo, tanto na economia, quanto no meio ambiente. Isso ocorre porque, ao ter acesso ao crédito, o agricultor fica impedido de realizar novos desmatamentos e passa a adotar inovações voltadas ao aumento da produtividade da terra, reduzindo a necessidade de ampliar áreas de cultivo”, afirmou o professor. 

Destinado ao financiamento de iniciativas que conciliam produção e conservação ambiental, o FNO Verde apoia projetos de agricultura familiar sustentável, manejo florestal, agroindústria, piscicultura, recuperação de áreas degradadas e geração de energia renovável. A estratégia busca estimular cadeias produtivas associadas à bioeconomia e à transição para uma economia de baixo carbono na Amazônia.