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08/09/2025
Os professores Márcio Francelino e Carlos Schaefer e o mestrando Alex Pinheiro, do Departamento de Solos, retornaram recentemente do Ártico, região polar no extremo norte do planeta, onde foram instalar o segundo sítio de monitoramento da temperatura e umidade do solo. Há mais de 20 anos, pesquisadores da UFV participam do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), viajando anualmente para a Antártica, onde já instalaram 33 sítios de monitoramento, além de outros oito na Cordilheira dos Andes, que formam, atualmente, a maior rede mundial de monitoramento do permafrost (solo congelado) em alta montanha nos Andes e na Antártica Marítima. As expedições de pesquisadores da Universidade representam mais um passo na consolidação da ciência brasileira em redes internacionais de pesquisa sobre os impactos das mudanças climáticas nos extremos da Terra.
De acordo com os pesquisadores, no Círculo Polar Ártico, está a Geleira Russell, ligada ao segundo maior manto de gelo do planeta, que vem passando por um recente processo de retração, e é uma região-chave para o monitoramento das mudanças ambientais no Ártico. Durante a expedição à Groenlândia, a equipe ampliou a coleção de solos árticos e promoveu a manutenção e o aprimoramento de um dos sítios de monitoramento climático já instalados, que medem parâmetros, como temperatura, umidade e concentração de CO2 no solo. O material contribuirá para estudos comparativos entre ambientes polares.
Os professores Carlos Schaefer e Márcio Francelino instalam sensores no ÁrticoSegundo o professor Márcio Francelino, com os dados gerados pelos sensores instalados na Antártica e na Cordilheira dos Andes, já foi possível mapear, predizer e quantificar, de maneira detalhada e em diferentes profundidades, os estoques de carbono orgânico do solo e sua dinâmica em duas regiões climaticamente distintas da Antártica. Os resultados, porém, mostraram que os dois polos do planeta se comportam de maneiras opostas diante do aquecimento global: no Polo Norte, hoje ocorrem as maiores emissões de carbono dos solos para a atmosfera; já na Antártica o degelo do permafrost libera menos CO2 e pode até drenar a emissão do gás. O objetivo é aprimorar modelos preditivos sobre o impacto do aquecimento global para entender melhor o papel dos solos na mitigação de emissões de carbono. “Oceanos, solos e florestas são naturalmente considerados sumidouros de carbono, uma vez que são capazes de armazenar o gás capturado, compensando riscos climáticos”, explica o professor.
Durante sua viagem à Patagônia para participar de um evento e acompanhar os sensores instalados na região, o professor Márcio Francelino enviou imagens que mostram o trabalho realizado pela UFV e que podem ser conferidas no vídeo abaixo.
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