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21/10/2021
A macaúba é uma planta altamente promissora para a bioeconomia
Professores do Departamento de Agronomia (DAA) que realizam pesquisas com a macaúba acabam de aprovar um projeto de R$1,672 milhão por meio de edital financiado pelo governo brasileiro (Finep) e a Alemanha. O objetivo da Chamada-Conjunta é apoiar soluções tecnológicas inovadoras para o desenvolvimento sustentável e o crescimento econômico do Brasil e da Alemanha em projetos de bioeconomia.
As pesquisas dos professores do DAA serão realizadas dentro do projeto AcroAlliance. No Brasil, ele será coordenado pela UFV, com a participação do Instituto Agronômico (IAC) e do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL). Na Alemanha, a coordenação será da Universidade de Hohenheim (UHOH), com a participação do Instituto Fraunhoufer (IVV). O AcroAlliance é resultado de um longo período de planejamento, que se iniciou na Alemanha, durante o período sabático do professor Sérgio Motoike na Universidade de Hohenheim, em 2019. Nesse período, juntamente com diversos parceiros internacionais, foi criada uma rede internacional de pesquisa em macaúba (Acrocomia Hub), liderada pelo centro de pesquisa da UHOH: Global Food Security and Ecosystems (GFE). O AcroAlliance é o primeiro de muitos resultados que se pretendem alcançar com essa rede internacional.
Macaúba
A UFV é pioneira em pesquisa e desenvolvimento com a cultura da macaúba e reúne pesquisadores com os maiores números de publicações e citações científicas sobre o assunto nos últimos 10 anos. A macaúba é uma palmeira endêmica das Américas, amplamente distribuída no território brasileiro. Trata-se de uma fonte alternativa de óleo e gordura vegetal capaz de produzir de 2,5 a 5 toneladas por hectare/ano. Diversos resíduos da planta também possuem alto valor e potencial de aplicação nas indústrias de alimentos, cosmética, oleoquímica, compostos farmacêuticos e energia. Esta palmeira tem ainda a vantagem de crescer em biomas mais secos, como os do Cerrado, resultando em menores riscos de desmatamento de florestas tropicais. Por esses motivos, a macaúba tem despertado o interesse de cientistas, agrônomos e empresários de todo o mundo.
Com a verba destinada ao projeto AcroAlliance, os pesquisadores pretendem desenvolver material de plantio geneticamente melhorado; definir as melhores práticas agrícolas para o cultivo da macaúba em sistemas integrados de produção; desenvolver tratamento pós-colheita para garantir frações de alta qualidade para aplicações industriais nobres; desenvolver e otimizar processos de obtenção de óleos refinados, proteínas e fibras alimentares dentro de um conceito descentralizado de biorrefinaria; avaliar o potencial de mercado e a viabilidade técnica dos produtos desenvolvidos a partir da macaúba e identificar estratégias e cenários sustentáveis para implementação do conceito de rede de valor.
Integram o projeto os professores Sérgio Yoshimitsu Motoike (coordenador), Leonardo Pimentel, José Antonio Grossi e Sebastián Montoya.
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