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Pesquisa quer saber quantas pessoas com sinais de Transtorno do Espectro do Autismo integram a comunidade universitária

12/11/2025

O Centro de Estudos de Neurodivergências (CEN), do campus Rio Paranaíba, está realizando uma pesquisa com o objetivo de ampliar a informação que se tem sobre os diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) de alta funcionalidade entre estudantes, técnicos e docentes da UFV. O plano inicial é realizar uma triagem para saber quantas pessoas com sinais de TEA integram a comunidade universitária, com suporte em Aconselhamento Genético e em atendimento psicológico e de saúde mental.

Para isso, a pesquisa utiliza a subescala AQ (Autism-Spectrum Quotient), desenvolvida pela Universidade de Cambridge, para triagem e diagnóstico. Na pesquisa da UFV, a subescala servirá apenas como triagem, indicando e sugerindo estudos mais aprofundados com profissional competente, conforme o resultado de cada indivíduo. A expectativa é que, com a pesquisa, a Universidade tenha dados importantes para o desenvolvimento e a implantação de medidas mais efetivas de inclusão para a comunidade de pessoas com TEA.

Segundo o professor Rubens Pasa, um dos responsáveis pelo estudo, “o diagnóstico de autismo no ambiente universitário é essencial para garantir a inclusão e o pleno desenvolvimento acadêmico dos estudantes no espectro”. Ele conta que muitos alunos chegam ao ensino superior sem diagnóstico formal e enfrentam dificuldades de socialização, comunicação e adaptação às exigências acadêmicas. “Quando o diagnóstico é reconhecido, a instituição pode oferecer apoio direcionado e estratégias pedagógicas adequadas, evitando que esses estudantes abandonem o curso por falta de apoio”.

Além disso, conforme Pasa, o diagnóstico permite que gestores e professores compreendam melhor a diversidade cognitiva e comportamental presente na sala de aula. “Isso estimula a criação de práticas mais acessíveis, como a flexibilização das avaliações, o uso de recursos tecnológicos, a adaptação de metodologias e o atendimento psicopedagógico. Quanto mais o corpo docente estiver preparado para lidar com diferentes formas de aprendizagem, mais o ambiente se torna inclusivo e produtivo para todos”. Vale destacar que, na UFV, a Unidade Interdisciplinar de Políticas Inclusivas (UPI) e as Subcomissões de Acessibilidade e Inclusão (SAIs) atuam diretamente nessa frente.

A participação na pesquisa Aplicação da subescala AQ (Autism-Spectrum Quotient) em comunidades acadêmicas universitárias e entre pais de crianças diagnosticadas com autismo é voluntária e deve ser feita pelo link forms.gle/d66nxL4akVScAgsVA. Em um primeiro momento, ela ficará aberta até 15 de dezembro, sendo reaberta após o início do período letivo de 2026. A pesquisa tem o apoio da Subcomissão de Acessibilidade e Inclusão da UFV-Rio Paranaíba e da Diretoria de Assuntos Comunitários.