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UFV é sede de Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre solos do Brasil

02/04/2025

A UFV será sede de um novo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), desta vez, sobre Solos do Brasil, ligado ao Departamento de Solos. Também foi renovado o projeto do INCT sobre Ciência Animal, vinculado à Zootecnia. Segundo o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), os 121 projetos aprovados, entre as 651 propostas enviadas para a  chamada 46/2024, receberão investimentos da ordem de R$ 1,45 bilhão. 

O valor da atual chamada foi cinco vezes maior do que o da anterior, e o valor máximo por proposta dobrou, chegando a R$ 15 milhões. A contratação deverá ocorrer até maio, após a fase de recursos e a divulgação do resultado final. A Universidade participa do Programa desde a sua criação, sediando os INCTs de Interações Planta-Praga, Fisiologia de Plantas em Condições de Estresse e Ciência Animal.

Os INCTs são redes multi-institucionais e interdisciplinares dedicadas à investigação científica em temáticas estratégicas e ao enfrentamento a grandes desafios nacionais. O Programa INCT foi criado em 2008, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio do CNPq, com a participação das fundações estaduais de amparo à pesquisa.

O Programa engloba projetos de pesquisa de temáticas complexas e os institutos são formados por grandes redes nacionais de pesquisa, com ênfase na cooperação internacional e voltadas ao desenvolvimento de projetos de alto impacto científico e tecnológico. Os projetos articulam redes interdisciplinares de pesquisadores em diversas instituições brasileiras e internacionais.

  Foto: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo

Os projetos aprovados

O INCT “Solos do Brasil: inovação como chave para uso sustentável” será coordenado pelo professor Carlos Ernesto Schaefer, com uma verba de R$ 11.825.672,00 e terá como objetivo estabelecer uma rede avançada de pesquisa em solos do Brasil, com desenvolvimentos metodológicos e tecnológicos voltados à ampliação da capacidade científica nacional em atender às demandas da produção agropecuária e uso sustentável dos solos.

Focando em estudos regionalizados em rede no território brasileiro, o projeto busca aperfeiçoar novas metodologias e tecnologias de pesquisa, como sensores avançados e técnicas de inteligência artificial, levantamento, interpretação e mapeamento de solos, em escalas compatíveis ao planejamento agrícola, urbano e ambiental, além de escalas mais detalhadas, como de microbacias hidrográficas e propriedades.

Segundo o professor Carlos Schaefer, este INCT será um esforço em rede nacional para o avanço das pesquisas em solos, abrangendo as principais instituições de atuação nessa área no país, dando continuidade e apoio qualificado às propostas de mapeamento detalhado e semidetalhado dos solos brasileiros, no âmbito do Programa Nacional de Solos do Brasil (PronaSolos).


Coordenado pelo professor Sebastião de Campos Valadares Filho, o  INCT de Ciência Animal 
busca a produtividade da pecuária brasileira, sem comprometer metas climáticas globais e sustentabilidade econômica do setor, e aprovou verba de R$ 12.410.340,00. Segundo o projeto, é essencial investigar práticas que reduzam emissões, enquanto se aumenta a eficiência produtiva, contribuindo para a segurança alimentar. A hipótese principal é que a adoção de tecnologias nacionais poderá melhorar a competitividade da proteína animal brasileira.

Os pesquisadores buscarão reduzir emissões, aprimorar a eficiência alimentar e atualizar padrões nutricionais de bovinos, suínos, aves, caprinos e ovinos, assim como desenvolver ferramentas ômicas relacionadas a indicadores de produtividade e tecnologias para tipificação de carcaças. Estudos anteriores já apontaram a viabilidade dessa abordagem, evidenciada por reduções já observadas em experimentos com manejo sustentável e dietas otimizadas.