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13/05/2021
Aedes aegypti é repelido pela substância estudada
Um extrato de plantas utilizado há séculos na China para repelir mosquitos - inclusive o Aedes aegipty, que espalha doenças como a dengue, Zika e febre amarela - é o foco de um estudo recém-publicado na Nature Communications, um dos periódicos científicos de maior relevância no planeta. As propriedades da substância, considerada mais segura para a saúde humana do que repelentes comuns disponíveis atualmente no mercado, foram analisadas por um grupo internacional de pesquisadores que inclui um professor e ex-alunos da UFV.
Em "A dual-target molecular mechanism of pyrethrum repellency against mosquitoes", os pesquisadores Eugenio Oliveira, professor do Departamento de Entomologia da UFV, e Felipe Andreazza e Wilson Valbon, mestres e doutores em Entomologia pela UFV, investigaram as bases moleculares e fisiológicas da repelência do piretro, extraído de plantas como o crisântemo. Liderado pela professora Ke Dong, da Universidade de Duke (EUA) - onde os egressos da UFV atualmente realizam seus estudos de pós-doutoramento -, o estudo inova ao revelar a existência de um mecanismo de "duplo alvo" envolvido com a ação da substância, indicando que sua capacidade de repelir os mosquitos tem eficiência ainda maior do que se sabia.
Uma das novidades trazidas no artigo é a explicação dos motivos pelos quais os mosquitos são repelidos. Aqui ganha destaque a proteína Or31. Presente em receptores olfativos do inseto – localizados principalmente em suas antenas, - essa proteína é ativada pelo piretro, o que leva à repelência. Este é o primeiro "alvo" em que o tanto o piretro quanto seus constituintes "miram" para agir. O segundo são os canais de sódio existentes no sistema nervoso do bicho. "Já se sabia das propriedades inseticidas relacionadas a esses canais. Agora, identificamos também seu envolvimento na repelência, antes desconhecida em relação a esse extrato e até mesmo a inseticidas sintéticos", explica o professor Eugênio.
A maior segurança representada pelo uso do piretro acontece porque seu extrato não é prontamente absorvido pela pele, o que o torna menos tóxico para uso em crianças e animais de estimação, por exemplo. Tal propriedade "provavelmente estimulará o desenvolvimento futuro de uma nova geração de repelentes duráveis e de amplo espectro", segundo o artigo. De acordo com o professor Eugênio, isso contribuirá para a redução da utilização de repelentes sintéticos, "que estão associados a maiores riscos ambientais e à saúde humana, abrindo inúmeras possibilidades para o desenvolvimento de compostos naturais advindos da flora Neotropical".
A Revista Nature Communications é uma das mais respeitadas do mundo na divulgação de estudos científicos, tendo fator de impacto 12.12 - o que a posiciona entre as principais publicações acadêmicas. O link para a publicação é https://www.nature.com/articles/s41467-021-22847-0
Marcel Angelo
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