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UFV está entre as 15 universidades que mais produzem ciência no Brasil

09/09/2019

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Sessenta por cento do conhecimento produzido no país vem de 15 universidades públicas – 11 federais e quatro estaduais -, dentre elas a Universidade Federal de Viçosa (UFV). A informação está no relatório produzido pela empresa Clarivate Analytics, divulgado durante o evento Research Excellence Awards Brazil, realizado semana passada, em Brasília (DF). O levantamento foi solicitado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação.

Conforme o relatório, de 2013 a 2018, pesquisadores da UFV publicaram 6.893 trabalhos na Web of Science, destacando-se: 3.064 em Ciências Agrárias e 2.726 em Ciências Biológicas. Nas Ciências Agrárias, a UFV é a terceira instituição do país com maior número de publicações. O desempenho da instituição se destaca em meio a universidades com quadros docentes e discentes de dimensões significativamente maiores, como USP, Unesp, Unicamp, UFMG, UFRJ, UFRS, UnB, dentre outras.

O relatório indica ainda que, entre 2013 e 2018, a produção científica no Brasil cresceu 30%, o dobro da média mundial, e que o país ocupa a 13ª posição entre os produtores de ciência no mundo, em número de trabalhos publicados. Este crescimento, porém, que se deu apesar dos cortes, a partir de 2014, no orçamento dos ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia, pode não se repetir. Na opinião do reitor da UFV, Demetrius David da Silva, “os cortes no orçamento público, agravados recentemente pelos cortes de bolsas na Capes e CNPq, devem comprometer o posicionamento conquistado pelas instituições brasileiras nos próximos anos”. Ele avalia que o efeito não é imediato, mas que vai se refletir na queda de produção de conhecimento, o que leva alguns anos para se concretizar. Para o reitor, a recuperação eventual também não será imediata tanto na produção de conhecimento quanto na formação de recursos humanos.

Apesar das dificuldades enfrentadas, o reitor considera fundamental que os dados do relatório sejam utilizados no planejamento de ações em defesa da UFV. “É possível pensar, por exemplo, em ações no sentido de firmar novas e mais abrangentes parcerias com instituições e empresas públicas e privadas”. Além disto, será necessário, segundo ele, projetar ações inovadoras que visem divulgar, reconhecer, valorizar e estimular a produção científica, tecnológica e cultural. “Não se trata apenas de reagir ante as adversidades, mas, também, de estarmos preparados para identificar e aproveitar as oportunidades que se apresentarem no horizonte”.

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