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Professora da UFV Campus Rio Paranaíba participa de lançamento de livro em evento da ONU

25/03/2019

Nos dias 14 e 15 de março, aconteceu em Nova Iorque (Estados Unidos), na sede da ONU – Organizações das Nações Unidas, o CSW63 – Comissão sobre a situação das Mulheres no Mundo. Um dos temas debatidos por representantes de vários países no dia 15 foi o empoderamento de mulheres no trabalho. Foram apresentados dados sobre avanços, desafios e exemplos bem sucedidos de organizações que apoiam os princípios do empoderamento de mulheres, bem como os resultados que vem sendo obtidos ao redor do mundo.

Um dos casos apresentados foi o das “Mulheres dos Cafés no Brasil”, livro organizado com apoio da EMBRAPA Café e IWCA Brasil (Aliança Internacional das Mulheres do Café). A professora Raquel Santos Soares Menezes, da UFV-Campus Rio Paranaíba, apresentou o livro em nome das editoras e autores do livro. Raquel destacou que o livro responde a um dos maiores desafios das questões envolvendo mulheres no trabalho: a necessidade de dados. Raquel e Josiane Cotrim, fundadora da IWCA no Brasil entregaram o livro ao embaixador permanente do Brasil na ONU, Mauro Vieira, e ao Presidente da OIC – Organização Internacional do Café, José Sette. A versão eletrônica está disponível em português e inglês e pode ser acessada pelo link: https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1083471/mulheres-dos-cafes-no-brasil.

O livro apresenta a compilação de diversos estudos e pesquisas sobre a atuação das mulheres no Sistema Agroindustrial do Café no Brasil, que é o maior produtor mundial de café. A ausência de dados sobre a atuação de mulheres neste setor, somada à existência de publicações internacionais que mencionam a “pouca participação das mulheres na cafeicultura brasileira” levou a IWCA-Brasil a mobilizar este grupo de pesquisadores para retratar esta informação. O esforço coletivo foi direcionado para a construção, aplicação, tabulação e análise de um questionário aplicado em papel e on-line em todas as regiões produtoras do país, gerando mais de 700 respostas válidas, o que possibilitou a construção de um panorama muito representativo do perfil e atuação das mulheres neste setor. Além disso, o livro conta com 17 capítulos, sobre produtoras de café, trabalhadoras rurais neste setor, uma visão sobre o gênero no ambiente das pesquisas sobre café, experiências de extensão com grupos de mulheres, gênero em cooperativas de café, entre outros assuntos.

A professora Raquel é co-autora de dois capítulos sobre a atuação de mulheres no café na Região do Cerrado Mineiro. As pesquisas que originaram os mesmos foram feitas por alunas da graduação, Fernanda Junia Dornelas e Quézia Boaventura, em um Trabalho de Conclusão de Curso e uma Iniciação Científica, respectivamente. Segundo a professora, o envolvimento em atividades como esta promove a visibilidade e gera oportunidades não apenas para as mulheres que atuam no segmento do café, mas também para pesquisadoras.

A Professora Raquel destaca que os esforços não podem parar na pesquisa. E as parcerias construídas nos últimos anos entre instituições de pesquisa, ensino e principalmente com as pessoas que estão em contato direto com as atividades produtivas na cadeia do café provam que a visibilidade é importante, pois gera negócios. Como exemplo, uma rodada do Programa Win-Win ocorrido na Semana Internacional do Café em 2018, com apoio da ONU-Mulheres, que gerou uma movimentação de U$8 milhões.

A Professora Raquel destacou ainda que há um campo enorme de oportunidades para mulheres de vários segmentos empreenderem. “Embora existam vários outros desafios para o desenvolvimento sustentável, não podemos avançar sem que 50% do potencial criativo e inovador participe ativamente deste processo. Em nossa região, temos acompanhado grupos como as Mulheres de Chaves, que contam com o apoio da universidade, por meio do Time Enactus UFV-CRP e da CARPEC, e vem obtendo bons resultados para as participantes. Além de se tornarem conhecidas, elas têm tido acesso a capacitações nas áreas de empreendedorismo, gestão, bem-estar, boas práticas de produção, finanças pessoais, bem como sido convidadas a participarem de feiras e eventos regionais. O reconhecimento é importante, pois faz com que elas aumentem a confiança em si mesmas, além de fortalecer o laço entre elas. No entanto, os impactos sociais das iniciativas de apoio ao empreendedorismo de mulheres vão além de ganhos econômicos imediatos. É uma transformação que começa dentro de cada uma, atinge sua família e a comunidade, indo além desta geração: é assim que o desenvolvimento sustentável começa”, conclui a Professora Raquel.

Divulgação Institucional Campus Rio Paranaíba

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