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Fórum de reitores de Minas Gerais reúne-se em defesa da Fapemig

19/03/2019

Na reunião, ficou acertada a adoção de ações para reverter a atual situação

Representantes de instituições federais de ensino superior sediadas em Minas Gerais se reuniram, no dia 8 de março, em Belo Horizonte, com os objetivos de discutir e avaliar a crise financeira da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Conforme anunciado em nota divulgada pela Fundação, a falta de repasse de recursos do governo de Minas resultou na suspensão de concessão de novas bolsas de mestrado e doutorado e no corte de bolsas de iniciação científica.

O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFV, Luiz Alexandre Peternelli, participou do encontro, que aconteceu na UFMG com a presença do presidente da Fapemig e ex-reitor da UFV, Evaldo Ferreira Vilela. Ali ficou acertada a adoção de algumas ações na tentativa de reverter a atual situação. Conforme divulgado pela UFMG, as instituições de pesquisa mineiras e entidades como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) irão organizar dados sobre recursos gerados pela produção de ciência e tecnologia, promover encontros com o governo de Minas e parlamentares e realizar campanha de mobilização da opinião pública.

Impactos na UFV
Um primeiro levantamento feito pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PPG) indica que, com a suspensão da concessão de novas bolsas de mestrado e doutorado, a pós-graduação da UFV perderá 117 bolsas. No que diz respeito à iniciação científica, deixarão de ser implementadas 270 bolsas: 210 do Pibic e 60 do BIC Jr.

O professor Pertenelli lembra que, somente em 2018, a Universidade obteve aprovação em pelo menos 90 projetos de diferentes editais da Fapemig, que representariam mais de R$ 4,5 milhões em aporte para pesquisa. Com esses recursos praticamente bloqueados, o pró-reitor considera que, além do prejuízo a médio e longo prazo, haverá “uma perda de sincronia com o cronograma de execução da pesquisa associada a cada projeto”. Ele ressalta ainda “o impacto social que o não oferecimento das bolsas representará para os novos estudantes, uma vez que o valor ultrapassa R$ 300 mil mensais”.

Mais impactos
Na avaliação do pró-reitor, a falta de recursos poderá impactar na arrecadação de divisas para Minas Gerais, por meio do eventual pagamento de royalties vinculados a produtos que seriam desenvolvidos a partir das pesquisas. Poderá impactar também o desenvolvimento tecnológico de diversos setores dentro e fora do estado.

Apenas para ilustrar o significado disso e a importância da parceria da UFV com a Fapemig, vale lembrar que, em 2017, foi deferido um pedido de patente norte-americano de uma vacina brasileira, criada por pesquisadores da Universidade para imunizar suínos contra a cisticercose. O pedido de patente foi depositado nos Estados Unidos, Brasil, Uruguai, Argentina, China, Rússia, Colômbia, México e na Europa, mercados escolhidos por serem grandes consumidores de carne suína.

Tal tecnologia foi licenciada pelos titulares (UFV e Fapemig) a uma empresa de saúde animal, que vem trabalhando para otimizar a tecnologia e realizando testes para o pedido de registro comercial junto ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

Sobre a Fapemig neste início de 2019, o presidente da Fundação, professor Evaldo Vilela, fez alguns esclarecimentos publicados pelo site da UFV no início de março sobre relevância e ameaças à Fundação. O texto pode ser conferido neste link.

 

Adriana Passos
Foto: Assessoria UFMG
Divulgação Institucional

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