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Pós-graduação em Fitopatologia da UFV celebra 40 anos de contribuições à agricultura e à ciência

04/12/2017

Sede do Departamento de Fitopatologia

Se o Brasil é uma potência do agronegócio, figurando entre os maiores produtores mundiais de variadas culturas, muito desse prestígio se deve à pesquisa, que tem proporcionado a melhoria da produtividade – o que inclui, naturalmente, os estudos sobre as diversas doenças que acometem os cultivos agrícolas. Logo, a celebração dos 40 anos da implantação do Programa de Pós-graduação em Fitopatologia da UFV, neste mês, confirma não apenas a excelência científica da instituição, como também, acima de tudo, sua relevância para a economia nacional.

Braço das Ciências Agrárias, a Fitopatologia se mistura à própria história da UFV: um dos artífices da instituição, Peter Henry Rolfs, era um fitopatologista, como também o são as centenas de pós-graduandos que, em quatro décadas, defenderam dissertações e teses no Programa. Este, ressalte-se, chegou a um de seus momentos mais expressivos em 2009, ao se tornar o primeiro do país nesta área a obter nova máxima na avaliação da Capes. “Na época, os avaliadores destacaram muito a nossa inserção internacional, algo que temos reforçado cada vez mais”, comenta o professor Olinto Liparini Pereira, chefe do Departamento de Fitopatologia. Prova disso é o convênio de dupla diplomação, firmado em 2016, junto à Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos. “Daqui a aproximadamente dois anos, teremos o primeiro doutor titulado pelas duas instituições”, complementa o professor.

A internacionalização da UFV, particularmente significativa na Fitopatologia, evidencia-se não somente pela ida de estudantes para o exterior, mas também pelo percurso contrário: cada vez mais pós-graduandos do exterior para Viçosa buscar qualificação profissional e desenvolver pesquisas em conjunto. Em razão disso, o Programa já oferece disciplinas em inglês para atender a esse público, em grande parte interessado em estudos relativos às doenças tropicais das plantas. Dos 76 estudantes hoje cursando mestrado ou doutorado, cerca de 15% são estrangeiros, vindos de lugares como Camarões, Moçambique, México e outros. Há, ainda, mais de 20 pós-doutorandos financiados por agências nacionais e internacionais.

Contribuições e comemorações

Ainda que as pesquisas do Programa tenham resultado em contribuições diversificadas em várias áreas de pesquisas e cultivos agrícolas e florestais, em algumas delas chamam mais atenção, como os trabalhos dedicados à soja e ao café. Num dos estudos, pesquisadores da UFV clonaram um gene que confere resistência à principal doença da soja no Brasil. Destacam-se, também, os trabalhos a respeito da ferrugem, responsável pela criação e expansão do Departamento de Fitopatologia no início anos 1970 e que continua sendo alvo de investigações importantes, proporcionando a ampliação dos conhecimentos sobre a fitopatologia e seu controle não só no Brasil como nos países da América Central.

Para marcar a data, o Departamento celebrou os 40 anos do Programa em um evento que reuniu estudantes, pesquisadores, professores atuais e do passado, que puderam relembrar a bem-sucedida trajetória da Fitopatologia na UFV. “Ao ouvir esses relatos, ficamos realmente bastante orgulhosos desse percurso. O sentimento é de muito orgulho e responsabilidade”, afirma o professor Olinto. O coordenador do Programa, professor Emerson Medeiros Del Ponte, observou ainda que “conhecer mais sobre esse belo passado de lutas e conquistas foi muito importante, especialmente no meu caso e de outros docentes oriundos de outras instituições, ou mesmo do exterior, nos últimos dez anos”.

Marcel Ângelo
Divulgação Institucional

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