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Pesquisadores publicam estudo inédito sobre a mudança da cobertura vegetal dos biomas brasileiros

25/10/2017

O ex-aluno do Programa de Pós-Graduação em Botânica, Daniel Arruda, publicou parte de sua tese no periódico Global Ecology and Biogeography, um dos mais importantes periódicos científicos na área de ecologia. O estudo intitulado Vegetation cover of Brazil in the last 21 ka: New insights into the Amazonian refugia and Pleistocenic arc hypotheses traz um abordagem inédita sobre modelagem de vegetações, utilizando características climáticas e pedológicas.

Baseada em modelos paleoclimáticos que reconstroem o clima de períodos referentes ao final da ultima glaciação (Pleistoceno - 21 mil anos atrás) e ao Holoceno médio (há 6 mil anos), os autores reconstroem o que seria a provável cobertura da vegetação do Brasil para esses períodos e validam seus resultados através de fósseis de pólens.

A tese foi orientada pelo professor Carlos Ernesto Schaefer, do Departamento de Solos da UFV (DPS), com colaboração dos professores Elpídio Fernandes-Filho (DPS/UFV), Rúbia Fonseca e Ricardo Solar (UFMG).

O artigo traz uma contribuição à hipótese dos refúgios amazônicos que estima que as florestas ombrófilas, na bacia do Rio Amazonas, ficaram refugiadas a poucas localidades durante o Último Máximo Glacial, há 21 mil anos, enquanto vegetações sazonais  como o cerrado e a caatinga  expandiram na bacia. Eles mostram  que os refúgios podem ter ocorrido de fato, mas não imersos em uma matriz de vegetações sazonais e sim de outras florestas úmidas, com diferentes preferências ambientais, ou seja, tolerantes a um clima mais frio e úmido.

Os autores também contribuem com a  hipótese do Arco Pleistocênico das vegetações sazonais que prevê que, ao final da última glaciação, as florestas sazonais tiveram sua maior expansão sob um clima mais frio e seco. No entanto, os estudos indicaram que a maior expansão dessas florestas pode ter sido posterior ao final da última glaciação, uma vez que os modelos climáticos atuais estimam maior disponibilidade hídrica há 21 mil anos. O estudo indica ainda que a expansão dessas vegetações está restrita às regiões ecotonais, pois são fortemente controladas por fatores ligados ao solo. Segundo os autores, isso impediria, por exemplo, que florestas decíduas expandissem para o Brasil Central.

A apresentação desse estudo rendeu aos autores uma menção honrosa no XIII Congresso de Ecologia do Brasil, realizado no campus da UFV em Viçosa, no início de outubro.

O artigo publicado pode ser acessado na integra por meio deste link.

Léa Medeiros
Divulgação Institucional

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