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FAOP restaura pintura de Nello Nuno do acervo da UFV

31/07/2009

“Minha pintura é meu sentir momentos, meu brinquedo de vida os filhos brincar de roda, sorrir lembranças.” Nello Nuno.

O quadro Paisagem Mineira, do artista plástico Nello Nuno, que compõe o acervo da Pinacoteca da UFV, foi devolvida ontem, dia 30, após ficar um ano em processo de restauração, na Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP). A restauração foi feita por uma equipe de alunos do Curso Técnico em Conservação e Restauração de Bens Culturais, oferecido na Escola Rodrigo Melo Franco de Andrade da FAOP.

De acordo com a responsável pelo Ateliê de Pintura da FAOP, Maria Alice Santos, a obra chegou muito danificada ao Núcleo de Conservação e Restauração. “É muito significativo para a gente restaurar esta obra”, diz Gabriela Rangel, artista plástica, diretora da FAOP e filha de Nello Nuno. A coordenadora da divisão de Assuntos Culturais da UFV, Sandra Galhardo, que foi a Ouro Preto receber o quadro, ficou contente com o resultado. Segundo Sandra, quem estiver curioso para conferir o resultado, poderá ver o quadro Paisagem Mineira, em breve, na Pinacoteca da UFV.

Nello Nuno de Moura Rangel foi um dos pintores mais significativos de Minas e precursor da pintura neo-expressionista dos anos 80. Tem obras nos acervos públicos do Centro Cultural UFMG, Museu Mineiro, BDMG Cultural e Aeroporto de Confins. Nasceu em Viçosa, MG, 1939 e faleceu em Belo Horizonte, 1975. Pintor e desenhista autodidata. Foi professor da Escola Guignard, da FAOP e da EBA/UFMG, BH. Foi premiado no XX SMBA, MAP, BH (1965); SAM do Distrito Federal (1965); Salão Paulista (1966); V SNAPBH, MAP (1973); Salão da Caixa Econômica do Estado de Goiás (1974).

Expôs nas seguintes coletivas: Galeria do ICBEU, Rio Grande do Sul (1966); Copacabana Palace, RJ (1966); Galeria Atrium, SP (1966); AMAP, Curitiba (1968); Galeria Guignard, BH (1968); Reitoria da UFMG, BH (1968); AIB, BH (1968-71); Galeria Catu, RJ (1969); Aliança Francesa, BH (1970); Galeria AMI, BH (1971-75); Museu da Moeda, Ouro Preto (1974); Mostra Formação da Arte Contemporânea em Belo Horizonte, MAP (1997). Fez as seguintes individuais: Montevidéu (1963); Galeria da AMAP (1963); Galeria Grupiara, BH (1965); Galeria Pilão, Ouro Preto (1966); Bar e Galeria Chez Bastião, BH (1967/70/71); AIB, BH (1969); Real Galeria, RJ (1972); Galeria Guignard (1972); Galeria Arte Livro, BH (1973); Galeria AMI (1974). Em 1994 o BDMG Cultural promoveu uma exposição individual de pintura Os Verdes de Nello Nuno, com curadoria de José Alberto Nemer.

Para o jornalista, escritor e crítico de arte Márcio Sampaio, “Para situar Nello Nuno no contexto da Arte Mineira é preciso antes anotar que sua formação se deu fora das Escolas de Arte, embora desde cedo freqüentasse o ambiente artístico da cidade (Ouro Preto). Mas ele pertence a uma geração de artistas mineiros que vai se firmar a partir de 1962, ano da morte de Guignard, no momento em que começa a delinear-se uma nova atitude em relação à forte influencia exercida na década anterior pelo grande mestre. Descortinavam-se novos horizontes por uma fresta aberta na parede das montanhas, facilitada pelo trânsito de informações, pelo diálogo com artistas e críticos de outros centros, ao mesmo tempo em que se revelavam, para os olhos de fora, com uma surpreendente produção atualizada e inventiva".

Nas fotos, o quadro Paisagem Mineira, de 1973, antes da restauração, com valor estimado em R$ 10 mil, e a entrega da obra restaurada pela FAOP a Sandra Galhardo, por Maria Alice Santos, bem como reprodução de uma fotografia de Nello Nuno.

(Reportagem – Marcela Sia de Lima)

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