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Professor da UFV será representante sul-americano na Organização Meteorológica Mundial

04/05/2018

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O professor Flávio Justino, do Departamento de Engenharia Agrícola da UFV será o representante da América do Sul na Comissão de Meteorologia Agrícola (CAgM) da Organização Meteorológica Mundial (WMO). O nome do professor da UFV foi confirmado na Reunião quadrianual da WMO/CAgM, realizada entre os dias 16 e 20 de abril, na Coreia do Sul.

Desde 2010 o professor Flávio já representa o Brasil nas reuniões anuais da CAgM, mas nos próximos quatro anos ele será líder do grupo de irá definir estratégias para reduzir impactos  causados pelas mudanças climáticas na agricultura, sobretudo os que são causados por eventos extremos de tempo e clima. Flávio Justino explica que a CAgM é formada por seis grandes áreas e 12 grupos de trabalho, para identificar as regiões mais vulneráveis e afetadas por eventos abióticos. “Caberá a nós sugerir ações que reduzam estes impactos”, disse ele.

Nos próximos quatro anos, a comissão liderada pelo professor Flávio também deverá indicar estratégias para que universidades e centros de pesquisa criem mecanismos de alertas climáticos para produtores rurais. Na África, por exemplo, os pescadores recebem mensagens de SMS com alertas sobre ventos muito fortes e inesperados, que possam provocar acidentes. “Nosso desafio é fazer com que informações de alto nível cheguem aos produtores que mais sofrerão as consequências de eventos extremos provocados pelas mudanças no clima”. Flávio Justino explica também que o grupo deverá sugerir medidas de adaptação e mitigação que atinjam produtores rurais de pequeno e médio portes que não têm acesso à consultorias privadas”.

Ainda para o professor Flávio, a Comissão de Agrometeorologia deverá orientar melhoristas genéticos a produzir cultivares mais adaptados às modificações do clima visando a segurança alimentar. “Podemos identificar fases de desenvolvimento de plantas que serão mais impactadas nas diferentes regiões e como o clima poderá afetar, por exemplo, o nível protéico dos alimentos, sugerindo o desenvolvimento de plantas mais adaptadas”.

O mandato como coordenador do Grupo de trabalho em eventos extremos será de quatro anos, com reuniões anuais de trabalho até a produção final do relatório com sugestões sobre vulnerabilidades, em 2021.

Léa Medeiros
Divulgação Institucional
Foto: Daniel Sotto Maior

 

 

 

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