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UFV aprova dois projetos no Instituto Serrapilheira

10/01/2018

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A UFV teve dois projetos aprovados no primeiro edital de pesquisa do Instituto Serrapilheira, uma instituição privada sem fins lucrativos, criada para valorizar a ciência aumentando sua visibilidade e impacto no Brasil. Foram recebidas quase duas mil propostas de 331 instituições, mas apenas 65 foram aprovadas para receber apoio financeiro. Segundo o site do Instituto, predominaram projetos de pesquisa em ciências da vida (60%), seguidos por engenharias (13%), química (9%), ciências da terra (6%), ciência da computação (5%), física (5%) e matemática (2%).

O Instituto Serrapilheira foi criado em 2016 para incentivar a ousadia científica de jovens pesquisadores capazes de se arriscar em busca de descobertas que ampliem as fronteiras do conhecimento. Como afirma o presidente do Instituto, Hugo Aguilaniniu: “Queremos identificar e apoiar os melhores jovens pesquisadores no Brasil, aqueles que estejam fazendo as grandes perguntas dos seus campos. Não teremos preferência por ciência pura ou aplicada, nem deixaremos de apoiar projetos de pesquisa arriscados, nos quais o pesquisador audacioso nem sempre será bem sucedido.”

Conversor mais eficiente para energia solar
Um dos projetos aprovados na UFV é coordenado pelo professor Heverton Pereira, responsável pelo Laboratório de Gerência de Especialistas em Sistemas Elétricos de Potência (Gesep), do Departamento de Engenharia Elétrica. A proposta busca a construção da nova geração de conversores eletrônicos com tecnologia nacional. Estes conversores são responsáveis por conectar os painéis fotovoltaicos à rede elétrica. No entanto, a maioria dos fabricantes é estrangeira e as empresas brasileiras apenas importam a tecnologia.

Heverton explica que se trata de um equipamento muito eficiente e rápido, mas pouco utilizado nos períodos sem sol. Por isso, a proposta é fazer o conversor trabalhar 24 horas por dia, fornecendo serviços auxiliares para a rede elétrica, como o controle de potência reativa e a compensação de correntes harmônicas. “O Gesep já publicou vários trabalhos a respeito do tema em conferências e jornais de alto impacto. Agora, queremos desenvolver um projeto envolvendo todos os componentes e a otimização do volume do conversor para que as empresas possam utilizar tecnologia nacional”.

Modelos para resolver grandes problemas
Outro projeto aprovado será coordenado pelo professor Ian Michel Totter, do Departamento de Economia Rural. O objetivo é tentar descobrir novos métodos computacionais para solucionar problemas de planejamento que são difíceis de serem resolvidos por envolver incertezas sobre o futuro. “Muitas vezes, há um grande número de possíveis ações e condições que têm que ser levadas em conta. Uma solução aparentemente atrativa hoje pode ser negativa no futuro. A complexidade é tão grande que não é possível chegar a uma decisão ótima, mas pode-se achar uma boa aproximação. Portanto, este projeto busca desenvolver técnicas de aproximação para calcular decisões ‘suficientemente boas’ para problemas de planejamento de grande escala”, explica o coordenador do projeto.

Ainda segundo o site do Instituto Serrapilheira, alguns projetos que não foram contemplados na primeira Chamada Pública poderão ser reconsiderados segundo critérios a ser definidos.

 

Léa Medeiros
Divulgação Institucional

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