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Consumo controlado de energéticos favorece desempenho em atividades físicas

27/11/2017

Testes aconteceram no Laboratório de Performance Humana da UFV

Praticar atividades físicas após o consumo de bebidas energéticas pode favorecer o desempenho dos praticantes. Esta é uma das conclusões da dissertação de mestrado em Educação Física (DES) da UFV defendida por Hamilton Henrique Teixeira Reis, que comparou a performance de corredores que fizeram uso desse produto em suas versões com ou sem açúcar, tendo sido esta última considerada mais eficiente para os resultados pretendidos. Resumidamente, quem ingeriu energético teve uma melhora no desempenho físico com uma sensação geral de esforço menor do que quando foi feita a ingestão do placebo.

O estudo, orientado pelo professor João Carlos Bouzas Marins (DES), analisou os efeitos dos energéticos em homens com idades entre 18 e 30 anos considerados “corredores recreacionais” – o que, para a pesquisa, significou correr uma hora por dia durante três vezes a cada semana. Todos os testes aconteceram no Laboratório de Performance Humana (LAPEH), com o uso de equipamentos de última geração. Para avaliar o desempenho, usou-se como referência o VO2max, ou seja, o volume máximo de oxigênio que o corpo consegue captar do ar que está nos pulmões e, então, usar na produção de energia. Quanto maior o VO2max, maior a capacidade física.

Os corredores estiveram em cinco ocasiões diferentes no Laboratório. Em cada uma delas, os protocolos experimentais do exercício funcionaram da seguinte forma: primeiro, fizeram uma corrida leve de 5 minutos para aquecimento, a 55% do VO2max. Depois, foram 55 minutos percorridos de 65% a 75% do VO2max. Finalmente, um sprint (arrancada a toda a velocidade) de duração máxima a 100% do VO2max. Quanto mais tempo o avaliado era capaz de se manter nesta fase, melhor era considerado seu desempenho.

A comparação foi feita 40 minutos após a ingestão do energético com açúcar, sugar free e também um placebo, uma bebida descafeinada e carboidratada, sendo que cada uma das bebidas foi oferecida em ocasiões distintas. Os testes demonstraram que, havendo ingestão de qualquer das duas versões do energético, a performance foi melhor, comparativamente ao placebo. Por outro lado, a presença ou ausência de açúcar não apresentou diferenças expressivas, quando se comparou os energéticos. “Do ponto de vista nutricional, por apresentar uma elevada concentração de carboidratos, a versão convencional dos energéticos pode promover uma alteração indesejada no padrão nutricional, acarretando um aumento no peso corporal, o que pode ser algo indesejado para quem faz uso dela”, pondera.

A principal razão para a vantagem na ingestão do energético, segundo Hamilton, é a cafeína. “Uma vez que ela age, vários gatilhos fisiológicos são liberados e, de forma generalizada, ocorre um aumento do metabolismo por conta de diversas ações, o que faz com que seja um suplemento bastante buscado, haja vista a facilidade em encontrá-la e o baixo custo”, detalha. As referências para os testes levaram em conta o consumo de 3mg de cafeína por quilograma corporal de cada participantes, o que para quem pesa 80kg, por exemplo, corresponde a algo em torno de três latas pequenas de energético. Porém, é preciso cuidado: pacientes com problemas cardíacos devem ser particularmente atentos à necessidade de fazer uso controlado da bebida, já que foi registrado um aumento nos valores da pressão arterial daqueles consumiram o energético convencional, comparativamente ao placebo. “A orientação de profissionais, tanto da nutrição quanto da educação física, é importante para a segurança e o desempenho de quem pratica a atividade”, alerta Hamilton.

Marcel Angelo
Divulgação Institucional
Fotos: Daniel Sotto Maior

Hamilton Reis, com o professor João Carlos Bouzas (à esq.)

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